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Pintor, desenhista, caricaturista, escultor e arquiteto, Alberto André Feijó Delpino (com P, muitas vezes erradamente creditado como PH e "evoluído" para F) nasceu em Porto das Flores, lugarejo mineiro próximo à divisa das então províncias de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, em 1864. Teve formação escolar no Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro e logo ingressou na Academia Imperial das Belas Artes. Estudou desenho e pintura com José Maria de Medeiros, João Zeferino da Costa, Victor Meirelles, entre outros.
Republicano, recusa benesses do imperador Pedro II e retira-se, em 1891, para Barbacena, onde leciona desenho no Colégio Abílio, no Internato do Ginásio Mineiro e, em 1894, foi nomeado para a cadeira da mesma matéria na Escola Normal de Barbacena. Ao lado do magistério, seguiu continuamente o trabalho de pintura, manifestando especial apreço pelos assuntos da cultura de Minas e pelo registro de sua paisagem. Um aspecto percebe-se marcante em Delpino: a prática do desenho e o grande interesse em atuar na imprensa. Como caricaturista, jornalista e ilustrador, teve participação numerosa em periódicos como: "O Diabo" (em Petrópolis), "O Espelho", "A Semana" (de Valentim Magalhães), "O Mequetrefe", "Gazeta de Petrópolis", "O Mensal" (em Barbacena), "Correio da Manhã", "Correio da Tarde", "Álbum de Minas" (1906).
Estudou e exercitou intensamente a pintura ao ar livre. Permaneceria, porém, um pintor detalhista e contido, preso a um elaborado desenho, ao abordar a figura humana e as cenas de interior. De sua extensa obra, pode-se destacar: Tropeiro; Ilha das Cobras; Perfil de Tiradentes; Retrato do maestro Manoel Joaquim de Macedo; Chuva na serra; Volta da colheita (esses dois últimos quadros pertenceram à coleção de Laudelino Freire); Praia do Vidigal no Rio de Janeiro (acervo Coleção Cultura Inglesa); Panorama da cidade de Mariana (acervo do Museu Mineiro).
Delpino esteve presente com assiduidade nas Exposições Gerais de Belas Artes do Rio de Janeiro, somando-se um total de 30 participações, desde 1890 até 1933. Em 1895 recebeu a menção honrosa.
Em 1900, estuda na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, e na Académie de Paris, na França.
Na Exposição Geral de 1907 apresentou duas pequenas paisagens e a conhecida tela Saudosa Marília, conquistando a menção honrosa de 1º grau.
Teve presença expressiva na Exposição Universal de Saint Louis nos EUA, em 1904, ao lado de Honório Esteves e Frederico Steckel, pintores representantes do Estado de Minas Gerais. Realizara o envio de nada menos que 18 obras, sendo reconhecido com a medalha de bronze. Dentre os quadros incluídos na ocasião, destacam-se: O garimpeiro; O retireiro em trajes de Minas; Casa onde nasceu Santos Dumont; Cruz das Almas, casa rural em Barbacena; Pico do Itacolomi. Em 1906, amigos do pintor, prestando-lhe uma homenagem, organizaram no salão nobre do Grande Hotel de Belo Horizonte exposição composta por todas as suas obras que haviam figurado na Exposição de Saint Louis. O Governo do Estado fez a aquisição de Berço da Inconfidência.
Deixando a cidade de Barbacena no ano de 1929, já então aposentado, Alberto Delpino transferiu-se com sua família para Belo Horizonte. Levando uma vida muito simples, passou a viver na capital mineira no decorrer dos anos 30, onde veio a falecer em 1942.

Fonte: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional, História da Arte em Belo Horizonte (http://historiadaartebh.blogspot.com.br/2012_07_02_archive.html) e www.dezenovevinte.net
Foto: www.dezenovevinte.net



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