Rua Maldonado (Ribeira) - CEP: 21930-130

(antiga Rua do Teatro)


Miguel Aires (ou Ayres, de acordo com grafia da época; ou ainda, por vezes, creditado Arias) Maldonado foi um militar e explorador português, líder e relator da expedição dos sete capitães, e um dos primeiros colonizadores do Norte Fluminense.
Depois de 1613, mudou-se para a capitania do Rio de Janeiro. Teve engenhos de açúcar, um dos quais na atual Ilha do Governador e outro na Tijuca, em terras vizinhas, os dois, das terras de Salvador de Sá.
Em 1621, fez uma entrada ao Rio Paraguai para comerciar pela via do Rio Tietê.
Em 1623, era vereador da Câmara do Rio de Janeiro.
Em 1633 requereu ao capitão de Itanhaém, Francisco da Rocha, umas terras "detrás da serra de Angra dos Reis para o sertão, onde está um pico alto que chamam o Frade".
Devido aos serviços de guerra prestados durante mais de 25 anos, passou a ser considerado um dos chamados "homens bons" da terra. Também era conhecido como adversário dos Jesuítas devido a oposição que estes faziam a escravidão dos índios. Utilizando seu grande prestígio e influência, em 1627 requereu e recebeu junto com os chamados Sete Capitães as terras da região norte fluminense cuja colonização tinha sido abandonada pelos donatários da Capitania de São Tomé e que estavam pouco habitadas depois das guerras que dizimaram as tribos goitacases.
De 1632 a 1634, com seu sogro, João de Castilho Pinto liderou as expedições dos Sete Capitães que exploraram a sesmaria recebida no norte fluminense. Estas explorações e os vários topônimos que batizaram foram descritos no relato que ele escreveu, atualmente conhecido como "Roteiro dos Sete Capitães", cujo título original era "Descrição que faz o capitão Miguel Aires Maldonado e o capitão José de Castilho Pinto e seus companheiros dos trabalhos e fadigas das suas vidas, que tiveram nas conquistas da capitania do Rio de Janeiro e São Vicente, com a gentilidade e com os piratas nesta costa."
Instalou currais para criação de gado na região de campos naturais que descobriu na Barra do Furado, perto do Canal das Flexas, entre Quissamã e Campos dos Goytacazes, iniciando assim a colonização da região. A conquista e colonização da chamada Paraíba do Sul (Norte Fluminense), assim como vários outros serviços de valor prestados ininterruptamente de 1580 a 1640, fizeram com que o rei de Portugal o agraciasse com a mercê do hábito da Ordem de Avis em 12 de janeiro de 1646.
Morreu a 21 de fevereiro de 1650, quando exercia o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, o que já tinha feito diversas vezes. Deixou casas na cidade do Rio de Janeiro, algumas das quais doadas aos frades da Ordem do Carmo.
Casou na capitania de São Vicente com uma filha de Amador de Menezes, grande potentado do seu tempo. Por volta de 1633 já era pai de Bento Soares Maldonado, de Leandro Soares Maldonado e de Catarina Pinto Machado.
Enviuvando, casou-se em 1633 na cidade do Rio de Janeiro com Bárbara Pinto de Castilho, filha de João de Castilho Pinto. Sua filha, Maria Maldonado, casou-se com Francisco Cabral.
Anteriormente chamava-se Rua do Teatro, por conta do estabelecimento ali existente, na fazenda de Bernardo José Serrão.

Agradecimentos ao Prof. Jaime Moraes, por parte das informações; e ao Prof. Juberto Santos, pela foto da placa
Fonte: Wikipedia, com informações da extinta comunidade do Orkut História da Ilha do Governador
Foto: Google Street View



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